Entrevista com o desenhista Fernando Fuzi

Por Ingrid Faria

Por que as pessoas se sentem na necessidade de desenhar? Na pré-história o desenho era utilizado para a comunicação entre as pessoas. Na antiguidade o desenho era considerado algo sagrado, principalmente no Egito, para decorar tumbas e templos. Na Mesopotâmia, o desenho foi criado para representação da terra. Na Revolução Industrial surgem os desenhos industriais. E na época dos samurais, no Japão, o desenho cresce exponencialmente. O mais curioso é a junção de tudo isso. O desenho vem para deixar registrado um sentimento, talento e dom. A arte é e sempre será a melhor forma que o ser humano tem de se expressar. 

Fernando Fuzi

Pensando nisso o Devaneios trouxe um amigo, Fernando Fuzi, de apenas vinte anos e um talento reconhecido para uma entrevista exclusiva ao nosso devaneios.

Devaneios: Fernando, desde quando você desenha?
F: Sempre gostei de desenhar e quando pequeno sempre amei pintar as paredes com giz. Meus pais me incentivaram a desenhar e desde então venho aprimorando, mas foi a partir de 2010 que comecei a ilustrar e aprender mais técnicas. Continuo a aprender a cada desenho.


Devaneios: O que te inspira?
F: Ver pessoas que desenham mais do que eu. Isso sempre me inspirou a ser melhor e me esforçar mais porque nunca gostei de ficar para trás.

Devaneios: Existe algum pintor que te inspira?
F: Sim, gosto muito dos desenhos e HQs produzidos por alguns desenhistas da Marvel como, por exemplo o Mike Deodato e gosto particularmente das obras de Salvador Dalí, acho muito inspiradoras e amplas em relação a imaginação no surrealismo.

Devaneios: Qual seu sonho artístico?
F: É aplicar tudo isso em algum lugar onde me sinta bem, confortável, onde o dinheiro (salário) seja apenas consequência dos meus feitos.

Devaneios: Como é o seu processo de criação?
F: Gosto de ilustrar, juntar imagens, criar a partir de ideias, às vezes fico horas procurando alguma imagem que me seja agradável e ao mesmo tempo desafiadora.

Devaneios: Fernando, conta para gente, você tem algum projeto novo para o futuro? Se não, quais são seus planos?
F: Planejo até o final de 2017 ou no ano que vem fazer uma exposição dos meus trabalhos.


Devaneios: Excelente. E para quem está começando agora. Quais dicas você daria?
F: Treine, tenha a ambição de superar a si mesmo e ainda que você não esteja conseguindo fazer algum desenho ou algum trabalho, pare e respire. Comece de novo e sempre pressa, pois a única pessoa que temos que impressionar somos nós mesmos.





Devaneios: Muito obrigada pela entrevista e por compartilhar um pouco sobre você e seus desenhos. Gostaria de dizer algo aos nossos leitores?
F: Gostaria de agradecer a Ingrid pela simpatia, paciência e a oportunidade. Obrigado a todos que estão lendo essa matéria no Devaneios. E que acompanhem meu trabalho se possível hahaha um grande abraço e até a próxima.


Esperamos te ver mais vezes por aqui, Fernando! E para você que quer acompanhar os desenhos do nosso amigo. Curta e siga sua página no facebook Fuzi's Drawing e no Instagram @fernandofuzi.

RESENHA Carta ao pai - Kafka

Por Ingrid Faria

Li Kafka aos 18 anos. Me arrependo. Deveria ter lido antes. Alguém tem noção que eu tenho dificuldade de chorar e com uma carta ao pai de Kafka eu chorei? Pois bem. 
Comprei essa edição econômica da L&PM pocket de 108 páginas em uma banca de jornal da Gávea (Rio de Janeiro).

A mais íntima obra de Franz Kakfa como dito pelo tradutor Marcelo Backes, um gaúcho estudioso de Kafka e dos russos.

"Querido pai,

Tu me perguntaste recentemente por que afirmo ter medo de ti. Eu não soube, como de costume, o que te responder, em parte justamente pelo medo que tenho de ti, em parte porque existem tantos detalhes na justificativa desse medo, que eu não poderia reuni-los no ato de falar de modo mais ou menos coerente."

E é assim que Kafka começa a colocar suas fraquezas diante do pai. Em sua cabeça o pai não gostava dele e a relação entre eles era baseada no medo. Ele escreve a carta aos 36 anos e logo no começo deixa claro que sofre com esse relacionamento desde a infância.
Kafka era instrospectivo, não era casado, não havia formado uma família como também era frustado no que fazia. Seu pai, Hermann Kafka, era o oposto e ele o admirava por ter criado uma família. Todavia, era complicado para o filho entender tamanha hipocrisia do pai e tamanha rejeição.

"Bastava que eu manifestasse um pouco de interesse por alguém - o que aliás não acontecia com frequência por causa do meu jeito de ser - para que tu, sem qualquer respeito pelo meu sentimento e sem consideração pelo meu veredicto, interviesses logo com insulto, calúnia e humilhação."

Um dos trechos mais tocantes para mim e que mostra que o pai de Kafka realmente tinha dificuldade de ser pai é em uma nota do tradutor retirada de um testemunho de Gustav Janouch "Kafka me disse, em voz estranhamente baixa: 'Meu pai. Ele se preocupa comigo. O amor muitas vezes tem o rosto da violência'".

Isso me lembrou os inúmeros casos que vemos de romantizar relacionamentos abusivos e vejam bem, um pai não sabendo demostrar o amor para o filho. Talvez um pai que tenha diversas vezes maltratato o filho em nome de um amor.

De qualquer forma, é um livro que precisa ler lido e digerido. Não, Kafka não entregou essa carta ao pai, mas deveria.

As músicas francesas que você precisa conhecer

Por Ingrid Faria

Instintivamente estou sempre escutando músicas e indicando. Aliás, acredita-se que para o estudo de uma nova língua, a música é um verdadeira aliada. Infelizmente as salas de aula, muita das vezes, não possuem espaço e o período de aulas é curto para ensinar outra língua com música.
Por isso estou aqui compartilhando com vocês as músicas francesas que você precisa conhecer caso esteja como eu aprendendo a falar francês.

1 - ZAZ: foi através dela que eu tive meu primeiro contato com francês e preciso indicar mais de uma música dela: Le long de la route, Je veux, Comme ci comme ça, Eblouie par la nuit, trop sensible, si jamais j'oublie, les passants
Le long de la route


Comme ci comme ça

2- Ce Qu'lls Aiment - Sheryfa Luna: ela tem apenas vinte e oito anos, mas tem uma voz maravilhosa. Já teve aparições em séries de TV



3- Christophe Maé: assim como a ZAZ irei indicar mais de uma música porque amo várias. Canta pop e toca violino desde seus 5 anos de idade: Mon Paradis, Tombé sous le charme, Dingue, dingue, dingue
Tombé sous le charme

4- Le passé - Tal: nascida em Israel e se tornou imigrante ainda quando criança. Sua mãe é cantora e seu pai guitarrista



5- Bye bye - BB Brunes: uma banda francesa formada quando dois dos integrantes tinham apenas 13 anos de idade. Eles tocam o chamado Rock de garagem.

6- Liberté - Carla Bruni: ex-modelo, casada com o vigésimo terceiro presidente da França e agora cantora. Que voz!

7- Ça ira - Joyce Jonathan: cantora de pop e folk. Aos sete anos de idade começou a cantar e compor canções. Uma de suas canções compõe a trilha sonora da quarta temporada de gossip girl.

8- Larguer les amarres - Léa Castel: nascida em Marsella, tem apenas vinte e cinco anos e uma voz maravilhosa. Merece todo o sucesso que está atraindo.

E assim encerra minha playlist, quem tiver mais dicas comente aí e compartilhe suas canções. Ou seus métodos de aprender uma nova língua.
Topo